6 de agosto de 2021

Ministro da Saúde anuncia que vacinação de grupos prioritários será concluída em setembro: é o 5º país que mais vacina. E em relação à população é o 9º. E o Brasil é um dos países que produz vacina

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga anunciou nesta quarta-feira que a vacinação dos grupos prioritários contra Covid-19 deve ser concluída em setembro.

Queiroga revelou que houveram atrasos nas entregas de fornecedores como o consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS), e problemas nas remessas de insumos utilizados na produção atrapalharam o cronograma:

“O calendário é sujeito às entregas. Covax facility é uma iniciativa da OMS, o que ocorre? Covax Facility não nos entrega o que foi acordado. Insumos que vêm de outros países, há uma carência nesses insumos. Isso não é uma questão do Brasil, é uma questão mundial. Não ter atingido a meta dos 78 milhões se deve a esses aspectos. Aos aspectos regulatórios. O Ministério da Saúde não vai colocar vacinas que não sejam aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, afirmou.

Um dia antes, na terça-feira, o governo anunciou negociações para a compra de 100 milhões de doses extras da vacina da Pfizer já para garantir a vacinação no próximo ano:

“O que é concreto é que o Brasil é o quinto país que mais vacina. É importante. E em relação à população é o nono. E o Brasil é um dos países que produz vacina. Temos um contrato de transferência de tecnologia. Temos pontos muito positivos e isso que é importante. E vocês nos ajudam muito a tranquilizar nossa população. Temos duas indústrias nacionais, é um patrimônio de cada um dos brasileiros, que é Butantan e a Fiocruz. Vamos deixar de ver só problema, porque a gente está aqui para dar solução à nossa população. Não fica com essa coisa de ficar contando dose de vacina, vamos vacinar a população brasileira.”

O ministro disse ainda que a pasta vai pedir à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS que avalie o coquetel Regn-CoV2 para possível inclusão na rede pública brasileira. Segundo Queiroga, a avaliação da Conitec leva em média 180 dias, mas a pasta pedirá que o processo seja mais célere. Queiroga evitou, no entanto, estipular um prazo definição sobre o tema.

De acordo com ele, é preciso uma análise científica e também financeira a respeito da viabilidade de inclusão da droga no rol de medicamentos utilizados no SUS. Na última terça-feira, a Anvisa autorizou o uso emergencial do medicamento no país. A agência afirmou que as análises apontam eficácia em reduzir necessidade de internação e reduz as chances de evolução para um quadro de gravidade da doença. O Regn-CoV2 é o segundo medicamento aprovado pela Anvisa para uso no tratamento de Covid-19, além dele, a agência já autorizou o Rendesivir:

“Vamos avaliar tecnicamente e no momento que tivermos a avaliação, vamos considerar esse medicamento para incorporação. Importante que incorporado, ou não, isso seja feito como reza nossa legislação sanitária.”

Fonte: O Globo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *