18 de junho de 2021

Polícia apreende mais de 50 aves silvestres em feira de Santa Rita-PB

As aves apreendidas foram levadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Cabedelo – Divulgação

Neste final de semana, em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente (05 de junho), a Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), realizou a Operação Voo Livre, na qual 55 aves silvestres, que estavam sendo comercializadas em uma feira, no centro de Santa Rita, foram apreendidas.

Na operação, três suspeitos foram conduzidos à delegacia por terem aves silvestres em cativeiro sem a devida autorização do órgão ambiental competente. Com eles foram apreendidos três pássaros. As demais aves apreendidas foram abandonadas no local no momento em que as guarnições ambientais chegaram.

Os infratores foram conduzidos à 6ª Delegacia Distrital, em Santa Rita, e apresentados à autoridade competente. Além disso, dois deles foram autuados administrativamente, sendo um com multa de 500 reais e outro com multa no valor de 1 mil reais.

Todas as aves apreendidas foram levadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Cabedelo, para que possam receber os cuidados necessários antes de retornarem aos seus respectivos habitats.

Conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), aproximadamente 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados de seu habitat natural. Os animais que apresentam comportamento amigável são os preferidos no momento da compra. Micos, papagaios, araras e peixes ornamentais são os mais vendidos. Os valores variam, quanto mais raro for o animal maior o seu preço de venda no mercado.

De acordo com agentes fiscalizadores, os animais no Brasil são retirados principalmente da Paraíba, além dos Estados da Bahia, Piauí, Pernambuco, Maranhão e Ceará. Os principais centros consumidores são os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Aproximadamente 90% dos animais capturados no Brasil são comercializados no próprio território nacional.

Conforme a ONG (Organização Não Governamental) Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil, cerca de 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais anualmente, sendo aproximadamente 12 milhões de espécimes distintas.

O tráfico de animais contribui bastante para o desequilíbrio ecológico, havendo uma mudança drástica na cadeia alimentar, além de reduzir de forma considerável a biodiversidade de um determinado ambiente. Mas o que é pior, muitos animais não sobrevivem durante o transporte, outros não se adaptam à “prisão” que o homem lhes impõe, causando a morte da maioria desses animais.

Mas os problemas dessa prática atingem também os seres humanos, pois micro-organismos presentes nos animais silvestres podem causar o surgimento de doenças e sua disseminação entre a população.
Portanto, o tráfico de animais é um ato ganancioso, com consequências drásticas para os animais silvestres e os animais ditos “racionais” que participam desse crime à vida.

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